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Grupo Justiça e Paz

 

Conferência "Justiça e Caridade"

No dia 28 de Novembro de 2006, alguns membros do JJPV foram a uma conferência dirigida pelo Eng.º Alfredo Bruto da Costa, que desempenhou o cargo de Ministro da Coordenação Social e dos Assuntos Sociais, no decorrer do V Governo Constitucional português.
Dos temas abordados pelo orador durante a apresentação vamos focar aquele que nos remeteu mais para o pensamento, que foi a abordagem do exercício da caridade no contexto da Igreja.
Para começar o que é a Caridade?
Caridade, assim como a Palavra de Deus e os Sacramentos faz parte dos três «pilares» que sustentam a nossa Igreja e esta consiste no Amor que devemos ter por Deus e pelo Próximo, ou seja, devemos Amar o Próximo tal como Deus nos Amou e partir em busca de quem precisa de nós sem esperar que nos peçam ajuda.
Será que entramos na era do Bem Comum?
Pode parecer tudo muito simples mas se pensarmos bem no que se passa à nossa volta conseguimos observar que os cristãos de hoje têm a tendência para expressar o seu Amor pelo Próximo de uma forma muito individualista mas isso tem de acabar porque se somos todos nós as Pedras Vivas da Igreja/a Família de Deus é nosso dever, como Comunidade, agarrarmos nas «armas» Diálogo e Persistência para conseguirmos lutar pelos nossos objectivos.
É verdade que nem todos seguimos a mesma religião mas não é por isso que deixamos de fazer parte de uma sociedade. Logo, todos têm o direito de se mover para levar às autoridades superiores as suas opiniões/sugestões, para tal a nossa Democracia Representativa poderia ser mais Participativa através de órgãos específicos que representassem a sociedade de uma forma muito mais influente, directa e acrescida no Governo, assim, talvez o povo andasse mais bem-disposto com as decisões «Daqueles senhores que gostam é de se mostrar no poleiro...»
 

Voltando ao principio, será que praticamos uma Caridade Camuflada?
Quantas vezes nos são pedidos bens alimentares, peças de vestuário e outros produtos durante uma missa ou até mesmo na rua e nós na semana seguinte levamos o que nos foi possível adquirir e entregamos aos responsáveis pela «campanha» ficando por ali... supostamente as coisas serão organizadas e só depois distribuídas mas pensemos um pouco! À partida como é que eu sei se consegui ajudar alguém se eu não vi a pessoa que precisava? Como é que eu sei que a pessoa necessitava realmente daqueles produtos? Dei uma camisola e quando esta se estragar a pessoa vai ficar com frio novamente... isto são exemplos de perguntas que raramente nos surgem mas na realidade são bem pertinentes quando estamos a falar no exercício da caridade, pois se não tivermos nenhum contacto com o Próximo como é que eu o vou puder Amar?
Muitas Igrejas existem só mesmo para celebrar as eucaristias ao domingo devido ao facto destas serem frequentadas por pessoas que até vivem bem e não conhecem uma das outras realidades do mundo que é a Pobreza?
Nestas situações podemos dizer que existe uma caridade camuflada porque se as pessoas não têm a mínima noção do que é não ter dinheiro para alimentar os filhos, ter frio no Inverno por falta de agasalhos, etc. nestas circunstâncias será que chega dar o que não nos faz falta quando nos é pedido?
Da próxima vez que nos pedirem objectos, comida, etc. para estes serem distribuídos a pessoas carenciadas seria um desafio sermos nós mesmos a ir entregar as coisas que podemos dar, desta forma teríamos a oportunidade directa de explorar a realidade das necessidades de cada um.
Só assim julgo ser possível um ajuste mais digno, com bens materiais e/ou sociais, ajudar a colmatar carências que só ficaram a ser conhecidas devido ao nosso interesse de ir até à origem do iceberg e perceber o porquê de tais problemas.
 

Se considerarmos o Iceberg como sendo a nossa Sociedade, temos:

 

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